Atacado de embalagens
Seguimos seis pedidos. O separador andava o depósito inteiro porque a lista saía na ordem do cadastro, não na ordem das ruas. A casa ficou com a lista reordenada e o desenho das rotas de separação.
A Estravia é uma consultoria empresarial de Santos — SP, especializada em atacado e distribuição. Somos oito pessoas e atendemos distribuidoras e atacadistas com depósito próprio e equipe de 15 a 200 pessoas.

A Estravia abriu as portas em 2011 e atende, desde o começo, empresas de atacado e distribuição. Somos oito pessoas: consultores que vão ao depósito, coordenação e quem redige os relatórios entregues à direção.
Nossos clientes são distribuidoras de autopeças, atacados de alimentos, distribuidoras de material de construção e transportadoras com armazém próprio, entre 15 e 200 funcionários, em Santos, na Baixada e no interior do estado. Trabalhamos com uma empresa por vez em cada setor da mesma praça.
O contrato define quantos dias de depósito, quantas entrevistas, quais documentos e em que datas. A ordem é sempre a mesma: contagem no corredor, percurso de um pedido do telefonema ao canhoto, leitura dos controles que já existem e só então o relatório. A devolução é feita em reunião, não por e-mail.
O que não fazemos: contabilidade, inventário fiscal com fé pública, laudo de avaliação, venda ou instalação de sistema e recrutamento. Não operamos o depósito do cliente e não executamos as mudanças no lugar da equipe.
Quando o sistema e a prateleira discordam, é a prateleira que diz a verdade.
Relatório curto e plano em tabela; quarenta páginas não sobrevivem ao expediente.
Dias de depósito, entrevistas, documentos e datas ficam no contrato antes de começar.
Plano sem data de revisão combinada volta ao jeito antigo dentro de um mês.
O sistema mostra o saldo que alguém digitou. O corredor mostra o saldo que existe. Quando os dois discordam, é sempre o corredor que está certo — e é de lá que o trabalho começa.
Contamos uma amostra de itens junto com o estoquista, no ritmo dele, sem aviso prévio ao setor. A diferença entre o contado e o registrado é o primeiro número honesto do trabalho.
Escolhemos pedidos comuns e acompanhamos cada um do telefonema à assinatura do canhoto: quem digita, quem separa, quem confere, quem carrega, quantas vezes o papel volta.
Ficamos no atendimento ouvindo o que o cliente pede. O item que não existe na prateleira aparece nessa manhã e não aparece em relatório nenhum.
Acompanhamos duas saídas de entrega do começo ao fim, anotando espera em doca, ordem de carregamento e devolução na porta do cliente.
Pedimos as planilhas do setor, o caderno do conferente e as anotações de celular. Elas sempre existem, e o que está nelas explica o resto.
O que encontramos vai para a mesa em reunião de duas horas, com quem trabalha presente. O plano seguinte é trimestral, com responsável e data de revisão em cada linha.
Três linhas por caso: o que a casa pediu, o que foi feito e o documento que ficou. Publicado com autorização.
Seguimos seis pedidos. O separador andava o depósito inteiro porque a lista saía na ordem do cadastro, não na ordem das ruas. A casa ficou com a lista reordenada e o desenho das rotas de separação.
Uma manhã no balcão rendeu cinquenta e dois pedidos não atendidos, com trinta itens repetidos entre eles. Entregamos a lista, o critério de reposição por item e o ponto de pedido de cada um.
Acompanhamos duas rotas inteiras. A carga começava depois da conferência de todos os pedidos, não em paralelo. Ficou o novo ordenamento de doca e a folha de conferência por rota.
Levantamos todos os controles em uso, inclusive os de celular. Eram nove. Sobraram três, com dono, periodicidade e o relatório semanal de uma página.
Conte quantos itens a casa movimenta, quantas entregas saem por dia e onde o dia costuma travar. O resto combinamos depois.